Cientistas britânicos produzem eletricidade a partir da urina
Fontes alternativas de energia são hoje como a descoberta da ‘pedra filosofal’. Cientista buscam a todo momento formas de gerar energia de maneira barata, eficiente e segura.
Temos as mais variadas fontes de geração de energia: Nuclear, Eólica, Solar, das ondas do mar, etc.
Mas, gerar energia a partir da URINA é algo de chamar a atenção.
Cientistas britânicos das universidades de Heriot-Watt (Edimburgo) e de St. Andrews (Escócia), desenvolveram uma célula de combustível que produz eletricidade a partir de reações químicas com a urina, mais precisamente a partir da uréia presente na urina.
O processo químico é uma das formas mais antigas de geração de energia, as pilhas por exemplo. A ‘diferença’ está no composto químico utilizado, no caso a urina que fornece a uréia que reage quimicamente com um eletrólito secreto para gerar a energia elétrica.
Shanwen Tao, o cientista que lidera este projeto, calcula que cada adulto produza anualmente urina suficiente para um automóvel andar 2700 km, devido à energia que a ureia contém. A ureia representa cerca de 2% do peso da urina.
A urina é um dos resíduos mais abundantes na Terra: os quase sete mil milhões de habitantes do planeta produzem dez mil milhões de litros por dia. Se adicionarmos a produção dos animais criados pela indústria pecuária, este número é várias vezes superior.
Mas depurar a urina nas estações de tratamento de esgotos, de modo retirar a uréia, é um processo que exige avultados recursos financeiros e que consome muita energia.
Essa nova tecnologia poderá vir a ter no futuro uma grande diversidade de aplicações, não apenas nos automóveis mas também no fornecimento de eletricidade aos edifícios de escritórios e das explorações agropecuárias, ou a aparelhos de rádio e telemóveis em regiões remotas, pois elimina a etapa de separação da uréia.
Curiosamente, já existe na Europa (tal como em vários países da Ásia) uma rede de mais de 6.000 estações de serviço que vendem combustível com 32,5% de ureia para abastecer camiões e autocarros a diesel, no âmbito de um diretiva europeia que entrou em vigor em 2006 destinada a minimizar o impacto ambiental da combustão do diesel. Isto significa que “a infraestrutura já está montada”, salienta Shanwen Tao.
Há ainda outras tecnologias que estão neste momento a ser testadas. Na Universidade de Ohio, em Athens (EUA), os cientistas estão a fabricar hidrogénio a partir da urina usando células eletrolíticas. E na Universidade do Estado da Pensilvânia, em University Park, a aposta vai para a produção de energia a partir de bactérias.
Não foram relatados os incovenientes da tecnologia (o tipo de resíduo), mas com certeza isso também já deve estar sendo estudado.
Será que um dia vamos ter baterias de urina em nossos carros? Recarregá-la com um eletrólito novinho não seria problema.
Fonte: Expresso.pt

